Ao Centro sem populismo

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As crises precedem mudanças e novos tempos. Não será diferente agora em nosso país, que enfrenta a mais profunda tensão política, econômica e moral de sua história. Em meio às dificuldades, urge a necessidade da reinvenção, da adequação e adaptação às novas expectativas das pessoas. Nem oito nem oitenta, sem extremismo e radicalismo, o movimento é na direção do Centro Democrático.

A meta é o equilíbrio. Quando há crise, abre-se um espaço grande para o crescimento do populismo, tanto à direita quanto à esquerda. O Brasil está agora exatamente nessa encruzilhada, quando muita gente enfrenta problemas financeiros e acha que a solução pode estar em alguém de direita com o ideário econômico de esquerda, ou vice-versa.

“O comunismo já não é o principal inimigo da democracia liberal – da liberdade – e sim o populismo”. A frase do escritor Mário Vargas Llosa é um alerta. Diante das dificuldades econômicas, o medo do que está por vir, em um tempo em que a aceleração das mudanças não para de crescer, cria um caldo de cultura propício à proliferação do vírus do populismo em escala epidêmica.

A polarização em torno de pessoas ou conveniências tem sempre nos conduzido ao desastre político. Mais do que nunca se faz necessário um movimento partidário de clara definição pelo Centro Democrático, unido pela força das ideias e dos ideais, imune à sedução do canto da sereia do populismo.

Esse é o caminho a ser seguido pelo Democratas e congressistas de outras legendas, que discutem um novo projeto para o Brasil. Defendemos um modelo econômico baseado na iniciativa privada e na justiça social, de inspiração liberal e humanista, que propõe uma economia social de mercado.

Entendemos que o Estado deve ser o menor possível para não consumir, desnecessariamente, recursos que poderiam ser investidos na melhoria de vida da população. Mas o tamanho não impede que seja um Estado forte, capaz de oferecer segurança, saúde e educação.

A geração de empregos é uma de nossas prioridades. Por isso, propomos ser firmes no fim do déficit público, na redução dos juros e na retomada da confiança. O Brasil não aguenta mais concessões a grupos nem gastança pública. Esse nosso projeto vai em busca de reformas, de retomada de emprego, de modernidade, de liberdade e de democracia.

Desejamos libertar os talentos individuais e empresariais, sem abdicar, no entanto, do imprescindível e necessário papel regulatório e incentivador. Criar condições que garantam igualdade de oportunidades para todos, defendendo intransigentemente as liberdades fundamentais do cidadão: liberdade de pensamento, de opinião, de informação, de crença religiosa e de escolher livremente seus representantes. E garantir que as pessoas, como disse Roosevelt, fiquem livres da fome, da ignorância e do medo.

Artigo originalmente publicado no jornal A Tarde do dia 29/08/17