Artigo: A esperança reacende em Salvador

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O ano de 2013 precisa ser um ano de inflexão positiva na trajetória dos últimos tempos de Salvador. A recentes eleições municipais, com a vitória de ACM Neto a prefeito, sinalizaram o clamor pela mudança. O resultado das urnas expressou essa vontade popular. Reascendeu a esperança.

A velha cidade da Bahia, mergulhada em desânimo, desilusão e insegurança, vê-se agora diante do desafio de emergir do caos e voltar a brilhar. Voltar a ser a estrela que sempre foi no cenário nacional e internacional. Salvador precisa se reinventar e recuperar a habilidade de produzir coisas novas. Oportunidades não faltarão nos próximos anos para a primeira capital do Brasil resgatar sua autoestima acabrunhada pelos desatinos dos últimos tempos. O prefeito eleito ACM Neto já se comprometeu a liderar esse processo, realizando uma gestão moderna, democrática, transparente e receptiva à vontade popular.

Ser o mandatário municipal é ter a responsabilidade de não titubear na condução das decisões em prol do bem-estar coletivo.

ACM Neto deu provas de estar consciente disso. Durante a campanha ele não deu dúvidas de que precisa e quer ter o povo de Salvador ao seu lado no Palácio Thomé de Souza. É preciso deixar claro que esse entendimento não é demagógico, mas o resultado do que ele ouviu de inúmeras pessoas e viu nas diversas localidade que visitou, nas várias caminhadas realizadas durante o período eleitoral.

Não será sentado num gabinete refrescado por ar condicionado que os complexos problemas de Salvador serão resolvidos. ACM Neto sabe disso. Sabe também da necessidade imprescindível de diálogo e apoio da sociedade para enfrentar o difícil desafio que se inicia a partir do dia 1º de janeiro de 2013, quando as mãos de todos os soteropolitanos precisam se dar para começar a construção das necessárias obras imateriais e materiais de nossa cidade. Coincidentemente há 170 anos, em 1843, Salvador viveu também um momento de graves dificuldades. Naquela ocasião, o Poder Público e a sociedade se entenderam para o bem da velha cidade da Bahia.

É o que registra o historiador Cid Teixeira em artigo publicado no extinto Jornal da Bahia, em 28 de Outubro de 1977, reunido na coletânea “Bahia em Tempo de Província”. Conta o “Memória Viva da Bahia” que, naquele ano, “as fortes chuvas provocaram corrimento na Preguiça, no Guindaste dos Padres, no Pilar, por toda a fralda da montanha. O volume das providências a serem tomadas ultrapassava a capacidade de atendimento do poder público”. Segundo Cid Teixeira, com base em registros da época, a cidade de então se mobilizou e ajudou decisivamente o governo na solução dos problemas decorrentes da intempérie: “… não somente atendeu às necessidades imediatas dos desabrigados, como ainda dispôs de numerário para dar início à construção da muralha da Conceição…”.

A menção a esse fato histórico se faz necessária para ilustrar a importância da sintonia entre o poder público e a sociedade. É com base no diálogo dessas instituições que se estabelece a democracia e floresce a democracia. Da mesma forma que é direito do eleitor escolher quem vai lhe governar, é dever do governantes atender aos anseios e necessidade do eleitorado e construir o entendimento com os poderes constituídos com a mesma argamassa da vontade popular. Nas últimas eleições municiais, esse foi o recado das urnas. O cidadão de Salvador deixou claro que prevaleceu a razão em sua decisão eleitoral.

Não vingou o alinhamento político traduzido como “time” pelo marketing vermelho, numa tentativa de associação à linguagem do futebol e seu caráter emocional. Nas urnas, venceu aquele que apresentou o melhor programa para a cidade e a maior capacidade de executá-lo. Na hora de decidir qual seria o governante municipal, entendeu-se a necessidade de ter, no comando da cidade, um gestor com capacidade de liderança, independência, iniciativa e poder de inovar.

Não meros carimbadores de decisões partidárias tomadas à distância com base em quimeras ditas “socialistas”. Artigo publicado no jornal A Tarde do dia 06/12/2012