Artigo (A Tarde): Salve a Polícia Militar

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O surpreendente discurso do presidente Donald Trump, pelo qual a todo o instante era aplaudido de pé no Congresso Americano, teve um momento especial que chamou a minha atenção e me comoveu. Em sua primeira mensagem oficial a deputados e senadores, acompanhada por mais de 50 milhões de pessoas só nos Estados Unidos, Trump reservou alguns minutos para fazer uma bela homenagem aos policiais de sua terra.

Naquele momento, o presidente da maior democracia do mundo lembrou e exaltou a bravura dos guerreiros que dedicam a vida à manutenção da ordem e da paz no território americano. Eu pensei imediatamente em nossos policiais, esses super heróis que, bem distantes das condições de seus colegas ianques, enfrentam cotidianamente, muitas vezes em desvantagem, a criminalidade a cada dia mais organizada e cruel.

Já não é sem tempo para nós, cidadãos baianos, reconhecermos a importância do trabalho de nossa Polícia Militar, que daqui a oito anos estará comemorando o seu bicentenário. No último dia 17 de fevereiro, completaram-se 192 anos desde o decreto imperial de Dom Pedro I que criou o Corpo de Polícia para a Cidade da Bahia. Pode-se passar despercebido, mas a nossa PM nasceu com a Independência do Brasil.

Se a independência causou o surgimento das polícias provinciais, foram então elas determinantes no impedimento da desagregação de nosso imenso país. Nos primórdios daquelas que se tornariam as atuais Polícias Militares, a prioridade era o combate às insurreições que tentavam dividir o nascente Brasil.

Quem ama a paz valoriza e apoia a sua polícia. Nunca a população precisou tanto dos imprescindíveis serviços que só essa brava corporação pode oferecer.

Hoje a nossa Polícia Militar tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública do estado. Trata-se de uma força auxiliar e reserva do Exército Brasileiro e integra o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social da Bahia.

Eu, particularmente, tenho muito orgulho de ser da família da PM. Não por mérito, mas por questão afetiva. Meu pai era oficial da corporação. Passei boa parte da minha infância e juventude frequentando a Vila Militar. Vi de perto, dentro de casa, o respeito e a dedicação apaixonada do coronel Nivaldo à instituição.

Inesquecível o dia em que meu pai desfilou em carro aberto, como o guarda oficial do governador Luís Viana Filho e da rainha Elizabeth, no passeio que a monarca do Reino Unido fez pelo centro da cidade, sendo saudada pela população por onde passava. Isso foi em 1968.

Quem ama a paz valoriza e apoia a sua polícia. Nunca a população precisou tanto dos imprescindíveis serviços que só essa brava corporação pode oferecer. Não será a nossa PM que, de forma isolada, vai conseguir eliminar a violência. Mas até mesmo aqueles que atacam sem razão o seu trabalho não conseguem imaginar o que seriam as nossas vidas sem a Polícia Militar trabalhando pela nossa segurança.

 

Artigo originalmente publicado no jornal A Tarde do 07/03/2016