Artigo: Aleluia no PFL, por Fernando Rodrigues

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O PSDB seria o partido com mais quadros qualificados para fazer oposição ao PT. O problema é que essas siglas estão em processo avançado de assemelhação. Sem diferença não há oposição.

O PMDB não é um partido. É uma confraria de interesses regionais, pessoais e outras coisas.
Do centro para a direita, há o PPB e o PFL, ambos egressos da Arena. O PPB está fragilizado. Definha a cada ano. Pode acabar.

Sobra o PFL. Tem a pecha de fisiológico. Representa oligarquias nordestinas. Sofre também do mal crônico das siglas de direita no Brasil: não admite ser o que é – por vergonha ou desconhecimento da verdadeira acepção do termo.

A diferença é o novo líder pefelista na Câmara dos Deputados, José Carlos Aleluia (BA). “Não me incomoda dizer que o PFL é de direita. Desejamos ocupar o espectro político do centro para a direita”, diz Aleluia sem receio de patrulhas.

Faz uma ressalva. “A direita ficou mal vista por causa do período da ditadura militar. Mas o que eu entendo é que ser de direita é algo como o Partido Republicano nos Estados Unidos, que defende os direitos do cidadão contra a fúria tributária do Estado, por exemplo.”

Mais definições do rumo do PFL na visão de Aleluia: “O PT é o Partido dos Trabalhadores. O PFL será o partido da sociedade, para defender os interesses do brasileiro que procura oportunidades para se desenvolver. Hoje, se você é bem sucedido fabricando gravatas em casa, o Estado vai te atrapalhar. Alguém que vive fazendo doces caseiros enfrenta um inferno se quiser viver dentro da lei. O PFL quer trabalhar para resolver isso, facilitar a vida do cidadão que deseja apenas empreender.”

Como o PFL fará tudo isso? Onde encontrará quadros no Sul e no Sudeste para passar a existir nessas regiões? São perguntas para as quais Aleluia não tem resposta. Mas ele acha que o rumo está dado.
Se der certo, o Brasil terá o seu primeiro partido de direita assumido.