Artigo: Pequenas e médias empresas, sonhos e nada mais!

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Imaginem que a Câmara dos Deputados está votando um aumento de 41 bilhões nos créditos subsidiados do BNDES.

Posso garantir que, dos 90 bilhões subsidiados — o governo paga uma parte dos juros — mais os 44 de agora, nenhum centavo vai para Paulo Afonso ou para Serra Talhada. Vai tudo para as grandes empresas.

Os setores beneficiados, ditos pelos economistas bens de capital, bens de consumo para exportação, geração renovada de energia e nova tecnologia. Ora, subsídio que está sendo votado só este irá representar um custo de 100 reais por família brasileira por ano. Ou seja, um habitante de Campo Formoso, na Bahia, minha querida Campo Formoso, vai pagar 100 reais por ano em impostos para ajudar às ricas empresas que nada têm a ver com o Nordeste.

É por isso que depois as regiões pobres ficam pedindo migalhas, porque somados os 90 bilhões de hoje, já aprovados, com mais os 44 que estão sendo aprovados, com juros em torno de 8% ao ano, alguns tomam dinheiro e aplicam no mercado financeiro.

Fazem disso uma verdadeira ciranda.

Estamos votando contra e queremos introduzir emendas, para que pelo menos o BNDES se comprometa a fazer relatórios, mostrar à sociedade para onde está indo o dinheiro do banco, porque esse dinheiro é da sociedade. Também que dê prioridade e encontre uma forma de atender às médias, pequenas e microempresas.

Aí, sim, as pequenas e médias empresas do interior da Bahia, de Minas, de Pernambuco serão beneficiadas.
O BNDES é hoje uma área exclusiva das grandes empresas, aquelas que se fundem, e em vez de aumentar diminuem emprego.

Colocar dinheiro do BNDES para juntar a Perdigão à Sadia só faz aumentar o preço da comida na panela e reduzir o preço que o produtor vende.