O populista é o estelionatário da política – Deputado Aleluia 2555

O populista é o estelionatário da política

maduro-dilma

O populista promete o paraíso na terra para vencer as eleições. Depois o eleitor colhe os escombros da irresponsabilidade de quem só tem compromisso em se locupletar com seus companheiros. Espírito público nenhum. Esse cenário se evidencia tragicamente na Venezuela, país vizinho que detinha uma das mais altas rendas per capita do continente e hoje chafurda na violência e na miséria que se alastra por todo o país, e já atravessa fronteiras.

Embora não tenhamos chegado ao nível do desastre venezuelano, por causa da bravura de milhões de brasileiros que foram às ruas frear o populismo petista, ainda hoje as bombas espocam. Nesta quarta-feira, dia dois de maio, o Congresso Nacional estará atendendo à convocação da Presidência da República para votar a inclusão de uma despesa extra de R$ 1,3 bilhão ao orçamento.

Não pense que essa verba se destinará a algum programa social ou projeto de infraestrutura voltado ao interesse do povo brasileiro. Não! Será para cobrir a “generosidade e solidariedade” dos governos petistas com países companheiros, dando mostras do também daninho populismo internacionalista.

O calote de R$ 1,3 bilhão da Venezuela e de Moçambique nos empréstimos contraídos no BNDES e no Credit Suisse para obras realizadas por empresas brasileiras precisarão ser bancados até o próximo dia oito pelo governo do Brasil, avalista das transações.

“Se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come”. Se não pagarmos essa dívida estrangeira, a pecha de caloteiro recai sobre nós. Fomos levados a nos fiar em abstratas garantias ideológicas, que representam interesses políticos espúrios, sem relação com as reais necessidades do povo brasileiro.

E, a exemplo do que acontece quando qualquer cidadão deixa de pagar seus compromissos, o Brasil vai ficar com o nome sujo na praça e com mais dificuldades de contrair recursos para resolver as verdadeiras urgências nacionais.

O populista é um estelionatário da política. No contexto democrático de uma eleição, defende veementemente, durante a campanha, o governo do povo, para o povo e pelo povo, para, depois de eleito, substituir o povo pelo partido. Embora tenha sido assim na América Latina, ultimamente começou uma reversão deste panorama.

O Movimento Democrata Social da Bolívia mobilizou o povo boliviano na defesa do resultado do referendo que rejeitou a reforma da constituição para permitir a reeleição do presidente Evo Morales. Na Nicarágua, a população tem combatido o governo do presidente Ortega, que insiste numa feroz repressão e a cercear a liberdade de imprensa.

O desmonte do populismo na América do Sul se evidencia na decisão de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru de suspender a participação na União das Nações Sul-Americanas (Unasur). Não podemos retroceder.

Artigo originalmente publicado no jornal A Tarde do dia 01/05/2018