Qual é o verdadeiro rosto por de trás dos ataques a PM no carnaval? (Alexandre Aleluia) – Deputado Aleluia 2555

Qual é o verdadeiro rosto por de trás dos ataques a PM no carnaval? (Alexandre Aleluia)

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Ano após ano temos sempre a mesma ladainha durante o carnaval: a polícia é truculenta, racista, preconceituosa, opressora, homofóbica e todo o resto dos slogans psicopatológicos que permeiam o ambiente cult de nossa nação. O mantra é exaustivamente repetitivo e enfadonho, mas ainda assim é insistentemente propagado. O discurso apesar de ser confuso e caricato é bem claro, a PM é uma instituição inimiga durante o carnaval. Quem já acompanha a mais tempo esse embate, sabe que há oito anos poucas pessoas entenderiam que as inúmeras e, aparentemente, “difusas” críticas contra a polícia não tinham nada de espontâneas e, muito menos, descentralizadas. Lembro bem como o discurso era muito bem enfeitado, um ilustre desconhecido pegava algum recorte ideológico da realidade, algum artista ou repórter militante engajado amplificava e, como num passe de mágica, estava montado o palco para horas e horas da tagarelice sem fim da polícia ser uma instituição de opressão. O governador de esquerda, não podendo e nem querendo contrariar a militância orgânica do seu partido (o PT), entregava nossos policiais em praça pública aos carrascos, com linchamentos morais aviltantes. Sempre tínhamos o mesmo discurso ensosso pronto: de que o governo não compactuava com desvios e que tudo seria punido com rigor. Estava pronto o tormento para o pobre do policial da vez, que seria pego como bode expiatório para sustentar a retórica ideológica da esquerda, da guerra de classe, e não teria qualquer apoio governamental.

Só que as coisas mudaram, o ambiente cultural não está mais sob o império do discurso hegemônico da esquerda. O teatrinho montado já não passa mais despercebido. E isso ficou bem claro com o chilique histérico emulado pelo esquerdista radical e artista global, Bruno Gagliasso. Em outra época o faniquito dele teria ecoado pela grande mídia sem qualquer resistência, onde falsos especialistas (militantes de esquerda) brotariam do nada, para representar a opinião “isenta” da academia, enquanto repórteres engajados fariam cara de nojinho e reprovação afetada. Mas, graças a Deus, o Brasil vive uma época culturalmente singular. As redes sociais não deixam mais o teatro ideológico da esquerda criar uma segunda realidade alucinada. Hoje, nossos policiais já não são mais jogados aos leões por governos de esquerda e autoridades covardes, pois o grosso da população tem os meios tecnológicos para se fazer ouvir. Aquele grosso da população que não está imerso em ideologia e que conta apenas com a polícia para impedir que uma turba de criminosos não transforme o circuito carnavalesco numa selva de barbárie e violência.

A esquerda ainda não se acostumou com esse novo ambiente, onde o rosto dela já não passa despercebido sob uma manta de “isenção”. Os antigos figurões da academia e da mídia já não podem destilar ideologia de esquerda sob o disfarce de direito humanos. O inimigo está desnudado e exposto, e isso tem incomodado muito. A viralização do texto de Michele Prado, uma das inúmeras pessoas comuns, moralmente sãs, que não se deixam abalar por todo ódio ideológico propagado da esquerda, é um sintoma claro dessa nova era. Uma nova era em que o governador não pode mais jogar nossos policiais aos leões e tem que manter um silêncio constrangedor, para não desagradar a militância do partido, que vive do ataque a polícia. Uma era em que falsos jornalistas não podem criar uma retórica ideológica fraudulenta, sem o contraponto de uma multidão de pessoas compromissadas com a verdade e com nossos valores. Uma era em que pobres não serão mercadoria ideológica e igualados a bandidos, pelo discurso alucinado da esquerda que infecta a academia. Os tempos são outros, mas o inimigo continua o mesmo!

Artigo originalmente publicado no site Informe Baiano no dia 14/02/2018