Propaganda da reforma tem que melhorar – Deputado Aleluia 2555

Propaganda da reforma tem que melhorar

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Entrevista publicada no Blog da Política Brasileira

Entrevistamos José Carlos Aleluia (BA), vice-líder do Democratas sobre a Reforma da Previdência e como o DEM está posicionado para votar a matéria em 2018. Leia a entrevista completa:

 

O senhor, que é um parlamentar experiente, já participou de outras reformas da Previdência. Acredita que a atual será votada na Câmara no próximo ano?
Se o governo voltar organizado, como todo time ou todo exército que vai para um combate, deverá estar com logística, com comando unificado. Tenho convicção de que vamos aprovar. Tem uma disposição muito forte do presidente Rodrigo Maia e dos partidos aliados, e eu entendo que há uma necessidade clara de aprovar essa reforma para que o Brasil deixe de pensar só no passado e possa pensar no presente e no futuro.

Como avalia a propaganda do governo sobre a reforma?
Tem que melhorar. A questão não são só os “privilégios”. O governo tem que falar para os mais pobres. Essa reforma, antes de tudo, é boa para os trabalhadores em geral. Eu não entendo como as centrais sindicais não assumiram isso ainda. Porque o risco maior é você ter um trabalhador, como hoje, com aposentadoria que a cada dia se desvaloriza mais. É preciso dizer que essa reforma não retira absolutamente nada, só adiciona segurança, tranquilidade e valor para os trabalhadores da Previdência em geral e para os trabalhadores do Estado.

Calcula quantos votos favoráveis o governo possui hoje?

Eu diria que o governo precisa conseguir entre 25 e 30 votos (para alcançar os 308). Mas ele necessita ir para a votação com alguma margem. O ideal é que consiga 35 votos e chegue lá com cinco votos a mais, porque sempre ocorre de alguém perder um avião, ter um incidente ou ficar doente. No meu partido, o DEM, sou defensor do consenso. O DEM é um partido que busca consensos. O fechamento de questão é uma coisa boa. Se você perguntar se há unanimidade [no DEM], digo que teremos uma alta concentração de apoio à reforma.