A Tarde: Salvador é a capital que mais cresce em educação básica

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A última avaliação feita pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aponta Salvador como a capital brasileira que mais cresceu neste quesito em todo o país. O resultado, divulgado nesta quinta-feira, 8, foi comemorado pelo prefeito ACM Neto, em entrevista coletiva no Palácio Thomé de Souza, Centro Histórico.
No índice de ensino fundamental, a capital baiana passou de 4 para 4,7, superando a meta de 4,2 estabelecida para 2015. A cidade alcançou, ainda, resultado maior que o índice projetado para 2017, de 4,5.

Para o gestor municipal, trata-se da notícia mais importante que a capital baiana teve nos últimos anos. “Fico muito emocionado. O trabalho do ex-secretário municipal Guilherme Bellintani foi decisivo para que conseguíssemos alcançar esses resultados. Tínhamos o desafio de melhorar a qualidade da educação pública, e eu tinha certeza de que todo o investimento que fizemos traria resultados”, pontuou.

Até 2014, Salvador ocupava o último lugar nas avaliações e passou para a 17ª posição no ranking, sendo considerada a maior evolução do país. O prefeito atribuiu o crescimento aos investimentos prioritários.

“Quando nós assumimos a gestão municipal, Salvador investia pouco mais de 22% do orçamento na educação. Este ano, nós chegaremos à marca de mais de 28% do orçamento. São R$ 500 milhões a mais, se compararmos o orçamento deste ano com o de 2012”, afirmou ACM Neto.

Desafios
Ele também falou sobre os desafios e o desejo de avançar ainda mais nos índices do Ideb: “Quando debatíamos o programa em execução, que prevê centenas de ações de transformação da rede educacional, avaliávamos que seriam necessários alguns anos para que o resultado aparecesse. Confesso que não esperava que surgisse tão rápido”.

Neto ainda enumerou ações que, para ele, foram fundamentais no desenvolvimento da capital: “Mais de 190 escolas foram reconstruídas ou reformadas, dobramos o número de vagas na educação infantil, reduzimos à metade a evasão escolar, reduzimos a distorção idade/série, além de enfrentar a necessidade de qualificação e incentivo do profissional da educação”.

Matéria publicada na edição impressa do jornal A Tarde do dia 09/09/16