Aleluia critica relação do MP com as Polícias e dispara: “há uma postura de apaziguamento com o crime”

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Em entrevista ao Informe Baiano nesta terça (17), o deputado federal José Carlos Aleluia, fez uma análise sobre a atuação das facções criminosas e o sistema carcerário no país e na Bahia. Para o democrata, “o que acontece nas penitenciárias é uma continuação do que acontece nas ruas”.

“O Brasil está caminhando para o que era a Colômbia de Escobar, só que o Brasil tem vários Escobar’s, vários chefes… O Estado não está presente nas comunidades, quem está presente nas comunidades é o crime organizado. E a penitenciária é uma comunidade”.

Questionado sobre a atuação da Secretaria de Segurança Pública da Bahia e o avanço da criminalidade, Aleluia foi taxativo.

“Há uma postura de apaziguamento com o crime. Talvez na Bahia um pouco mais porque seguia muito a orientação dos 13 anos do Governo Federal do PT. Existe a necessidade de endurecer”, cobrou.

Em relação a livre circulação de drogas nas fronteiras, ele disse que a solução é “fortalecer a Polícia Federal” e revelou que é “favorável que as pessoas de bem também tenham armas”.

“Os bandidos estão atuando livremente em qualquer lugar e o cidadão desarmado. Ele entra no shopping, ele assalta, porque sabe que todos estão desarmados. Então, é necessário que se aparelhe as Polícias. Na Flórida, nos EUA, em um acidente de carro aparece sete viaturas em menos de 5 minutos. E aqui a gente não tem isso porque a Polícia precisa ser aparelhada com inteligência e recursos”, opinou.

Por fim, o parlamentar criticou a forma que o Ministério Público trata a atividade policial.

“É preciso tratar melhor as Polícias e os policiais. É preciso tratar os policiais com dignidade. Não pode transformar o policial que vai trabalhar no culpado por tudo que acontece. Está acontecendo no Brasil um desequilíbrio. Em geral, claro que há excessões, o Ministério Público se põe contra a Polícia, o que é errado. É preciso juntar a Polícia, o Ministério Público, o Poder Judiciário, todos em defesa do cidadão”.