Baianos travam novo embate na votação da PEC 241

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Aleluia voltou a minimizar os protestos dos opositores à PEC do Teto

Enquanto a oposição matinha até o último instante os protestos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, cuja votação aconteceu ontem à noite, a bancada governista comemorava a vitória expressiva do governo de Michel Temer com aprovação na Câmara da medida que estabelece um limite de gastos na administração pública pelos próximos 20 anos, incluindo áreas como saúde e educação, duas das mais criticadas pela minoria. Pouco antes da votação da matéria, o deputado federal baiano José Carlos Aleluia, do DEM, estimou em entrevista à Tribuna que a votação da PEC em segundo turno ontem seria ainda maior do que na primeira etapa, o que não se concretizou. O democrata voltou a minimizar os protestos dos opositores.

“Esse argumento deles de que o governo vai cortar investimentos é completamente absurdo. O projeto estabelece também um piso, um volume mínimo de investimentos. Não existe essa história de que o governo federal vai cortar dinheiro. O Congresso vai poder escolher em que áreas o Planalto vai investir mais. Eu, por exemplo, vou escolher destinar mais recursos para saúde e educação. A oposição reclama porque quer mais dinheiro para gastar com burocracia. A PEC vai ajudar o governo a baixar a inflação e diminuir os juros do país. A oposição está assustada porque o país vai sair da crise em que eles colocaram”, disse Aleluia.

Líder do PSDB na Câmara dos Deputados, o também baiano Antônio Imbassahy disse que a PEC representará a “retomada da economia e da geração de empregos”. Para o tucano, a proposta do governo “é uma alternativa para a retomada do crescimento econômico”. “Vai na direção da reconstrução da economia, da busca incessante da geração de emprego e da recuperação também da renda das famílias”, avaliou o líder tucano.

Pouco antes da votação, parlamentares de oposição entregaram ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), um abaixo-assinado com cerca de 330 mil assinaturas contra a PEC 241. As assinaturas foram coletadas pela plataforma digital Avaaz. O ato foi convocado pelo líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ). Segundo o parlamentar, a intenção foi demonstrar “o descontentamento com a proposta e tentar, por meio dos destaques, preservar os investimentos nas áreas sociais, especialmente saúde e educação”. Os destaques foram rejeitados em plenário.
Matéria originalmente publicada no jornal Tribuna da Bahia do dia 26/10/16