Com a presença do ministro José Serra comissão debate novas regras para o pré-sal

 

O deputado José Carlos Aleluia (BA), relator da Comissão, disse que é preciso dar velocidade aos processos de mudanças no pré-sal. “A recuperação da economia precisa de medidas urgentes”, justificou. “Precisamos mostrar que há uma nova atmosfera na gestão do petróleo no país”, argumentou.

A Comissão Especial que discute o projeto de lei que propõe novos modelos para o pré-sal realizou nesta terça-feira (07) audiência pública com a presença do Ministro das Relações Exteriores, José Serra. Segundo Serra, autor do projeto, é preciso desmitificar algumas questões ligadas ao tema. “O projeto não privatiza o pré-sal, faz concessões, o que é bem diferente”, enfatizou.

O deputado José Carlos Aleluia (BA), relator da Comissão, disse que é preciso dar velocidade aos processos de mudanças no pré-sal. “A recuperação da economia precisa de medidas urgentes”, justificou. “Precisamos mostrar que há uma nova atmosfera na gestão do petróleo no país”, argumentou.

Aleluia mencionou o evento promovido pela Fundação Cidadania e Liberdade, do Democratas, no qual foi debatida a indústria do petróleo. “Saí desse encontro convencido que, mantidas as regras de limitações de investimentos da Petrobras, em 2019 estaríamos produzindo menos petróleo que hoje” alertou.

O deputado baiano também lamentou a queda de investimentos no setor petróleo. “Essa expectativa de queda do investimento é muito grave”, apontou. “Isso tudo compromete o PIB, a geração de empregos e a geração futura”, salientou.

Serra também concordou que não se pode esperar para que o mercado do petróleo fique mais favorável para que se façam investimentos na área. “O preço de petróleo segue ondas cíclicas, se fossemos aguardar um momento mais propício não investiríamos nunca”, ressaltou. O ministro também fez questão de desmentir a ideia de que a concessão vai tirar recursos da educação. “Pelo contrário, o que tira recursos é a falta de investimentos”, afirmou. “Se não houver produção a educação, como destinatária desses recursos, é que sai perdendo”, ponderou.