“Eletrobras será uma empresa brasileira com foco no desenvolvimento nacional” – Deputado Aleluia

“Eletrobras será uma empresa brasileira com foco no desenvolvimento nacional”

O deputado federal José Carlos Aleluia (Democratas-BA), relator do projeto que pretende reestruturar a Eletrobras (PL 9463/18), antecipou novas modificações no texto original.

Em conversa com a imprensa nesta quarta-feira (21/02), após reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (Democratas-RJ), e o presidente da empresa, Wilson Ferreira Junior, Aleluia garantiu que a nova distribuição societária da empresa vai preservar os interesses do Estado brasileiro, com o governo tendo presença significativa e controle sobre as grandes decisões.

“A Eletrobras será uma empresa brasileira com foco no desenvolvimento nacional. O governo terá controle sobre as grandes decisões, mas teremos uma gestão técnica, eficiente e blindada de eventuais interesses políticos momentâneos. Nossa intenção é modernizar o setor para que o Brasil volte a ser um grande player internacional no campo da energia”, definiu.

Aleluia voltou a tratar do tema do Rio São Francisco, onde pretende criar uma agência de fomento na região, com autonomia administrativa e garantia de recursos pela energia gerada do rio.

“O Rio São Francisco tem características especiais e está agonizando diante de décadas de uma política meramente extrativista do setor elétrico. Sua revitalização é importante para o próprio interesse da Eletrobras. Estamos falando de uma das fontes mais importantes para o desenvolvimento do Nordeste e o setor elétrico nada tem feito. Nos últimos 5 anos a Eletrobras investiu R$ 100 milhões no rio, o que não é nada. Queremos a garantia de que vamos ter recursos para investimentos pesados na revitalização do rio e no desenvolvimento de seu vale”, defendeu.

CEPEL
Outro ponto ressaltado pelo deputado Aleluia durante a coletiva foi a questão do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), que deve ser tratado de uma forma mais especial no relatório apresentado.

“Necessitamos de investimentos em tecnologia e por isso me interessa muito resolver o problema do Cepel. O projeto basicamente acabaria o Cepel, e eu tenho trabalhado muito com as diretorias e com a própria academia no sentido de transformar o Cepel numa instituição com capacidade de liderar a pesquisa no setor elétrico, que é uma necessidade primordial do interesse estratégico nacional”, explicou.

Com exemplo, Aleluia ressaltou o crescimento significativo do uso da energia eólica no país. No Nordeste, essa matriz chega a responder nos melhores períodos a uma parcela acima de 50% do consumo. “E ainda temos muito a crescer na energia solar. Focar no investimento em pesquisas será o grande desafio do setor para os próximos anos”, definiu.