Neto só deve deixar de disputar governo para ser presidente, diz Aleluia

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Presidente do Democratas na Bahia, o deputado federal José Carlos Aleluia defendeu, na manhã desta segunda-feira (6), a candidatura do prefeito ACM Neto (DEM) para o governo do Estado nas eleições de 2018.

Segundo o parlamentar, o nome do gestor soteropolitano para o Palácio de Ondina é uma unanimidade dentro da ala da oposição. “Neto só deve deixar de ser candidato a governador da Bahia para ser candidato a presidente da República”, frisou, ao ressaltar que, se for para ser vice em uma chapa para a Presidência, é melhor ACM Neto rejeitar o convite e disputar o governo.

Ao bahia.ba, o chefe do Executivo municipal sinalizou com a possibilidade de postular o cargo, mas ressaltou que a decisão será sua. De acordo com Aleluia, há dentro do grupo outros nomes fortes para concorrer ao comando da Bahia, no entanto, o prefeito de Salvador é o “candidato com vantagem”. O parlamentar listou alguns cotados: o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), e os deputados federais Arthur Maia (PPS), Benito Gama (PTB), bem como os tucanos Jutahy Júnior, Antonio Imbassahy e João Gualberto.

Na entrevista à Rádio Excelsior 106,1 FM, durante o programa “Na Boca do Povo”, com Uziel Bueno e Evilásio Júnior, Aleluia também atacou a gestão do governador Rui Costa (PT). Ele declarou que a Bahia vive hoje um “marasmo” e condenou a segurança pública do Estado. “Estamos vivendo uma guerra”, salientou.

Reformas – Ainda na sua fala, o democrata criticou a campanha do PMDB, que defende a reforma da Previdência Social a partir de um vínculo com os programas sociais. “Não concordo em cortar programa social nenhum. Foi um erro. Propaganda de muito mau gosto e de baixo nível”, afirmou.

Sobre a polêmica declaração do vereador Igor Kannário (PHS), que associou a Câmara a uma “organização criminosa”, Aleluia decidiu blindar o edil. Na avaliação dele, houve uma “supervalorização” do caso. “Quantos deputados sobem à tribuna e atacam o Congresso? Não há porque penalizar”, pontuou, ao ressaltar que o vereador tem “imunidade parlamentar”.

 

Matéria originalmente publicada no Bahia.ba